Ayla, com seus doze dias de vida, é um pequeno universo de descobertas. Seus olhinhos, ainda se acostumando com a luz do mundo exterior, se abrem por breves momentos, revelando um brilho puro e curioso. O sono ainda é seu estado predominante, um mergulho tranquilo de onde emerge com pequenos suspiros e estiramentos delicados
Seu corpinho miúdo se aconchega em mantas macias, buscando o calor que a lembra do aconchego materno. Seus dedinhos minúsculos se agarram instintivamente a qualquer coisa que toque sua palma, um reflexo ancestral de segurança. O choro, ainda sem nuances complexas, expressa suas necessidades mais básicas: fome, sono, umidade ou simplesmente o desejo de sentir o calor de um colo.
O cheirinho suave de bebê que emana dela é inebriante, uma mistura doce e reconfortante. Seus movimentos são lentos e descoordenados, mas carregados de uma beleza singela, a dança suave de um ser que está apenas começando a explorar seu corpo e o espaço ao seu redor.
Ayla é pura potencialidade, um livro em branco onde cada novo dia escreve uma história única. Seus doze dias são um testemunho da fragilidade e da força da vida em seu estágio mais inicial, um lembrete constante do milagre que é cada novo ser humano.
Ayla Emanuelle.

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